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sexta-feira, 5 de setembro de 2008

Os Trapalhões:
Didi, Dedé, Mussum e Zacarias presenteavam a molecada com uma média de duas produções por ano, uma no verão e outra nas férias de julho.
Em setembro de 1983, Renato Aragão se separou de Dedé, Mussum e Zacarias tanto na televisão quanto no cinema. O motivo foi dinheiro: a empresa de Renato recebia 80% dos lucros de tudo o que envolvia a marca. Os Trapalhões, cabendo ao trio apenas 20%. A briga fez a audiência do programa de televisão despencar 8%, mas no cinema a separação foi mais devastadora. No verão de 1984, Renato estrelou O trapalhão na arca de Noé, que foi visto por 1,8 milhões de pessoas. Já Dedé, Mussum e Zacarias lançaram a produtora Demuza, com o filme Atrapalhando a Swat, que teve 1,1 milhões de expectadores. Pra se ter idéia do fraco resultado, no filme anterior, O cangaceiro trapalhão, com os humoristas ainda juntos, 3,4 milhões de pessoas pagaram ingressos. A separação, prejudicial para todo mundo, acabou em fevereiro de 1984, quando os trapalhões voltaram a ser um quarteto.
Grupos infantis:
A turma do balão mágico
: Formado por Simony, Tob e Mike, o grupo surgiu no início de 1983, com o sucesso Superfantástico, que cantava com a participação de Djavan. O mesmo disco tinha ainda Seu Filipe, dorminhoco e Ursinho Pimpão. O carisma de Simony acabou levando-a a apresentar com Fofão o infantil Balão mágico, nas manhãs da Globo. Jairzinho passou a integrar o grupo em 1984, quando saiu o segundo disco, que trazia de brinde um teatrinho de cartolina para montar.

Com a moral de quem tinha vendido1, 3 milhão de cópias na estréia, a turma lançou um segundo álbum,, recheado de participações especiais, incluindo Roberto Carlos e Fábio Júnior (que gravou o sucesso Somos amigos). É deste disco outra peróla: Galinha magricela. Tob cresceu e deixou o grupo em 1985. Entrou Ricardinho, e a Turma do Balão mágico lançou outros dois LPs. O quarteto se desfez em 1987, mas Jairzinho e Simony ainda chegaram a gravar um disco como dupla.

Trem da alegria: Começou só com Luciano e Patrícia, em 1984, quando a dupla gravou o disco Clube da criança com Xuxa e Carequinha. A dupla estourou no país todo com Carrossel de esperança e o megahit É de chocolate (Vou te mostrar que é de chocolate/ De chocolate o amor é feito... “). Em 1985, já um trio incluindo o capetinha Juninho Bill, o Trem da alegria lançou seu primeiro LP, com muitas participações especiais e dois sucessos: Dona felicidade (com Lucinha Lins) e Uni, duni, tê (com os Fevers).
No ano seguinte, o Trem aumentou com a entrada da Vanessa e aí veio o apogeu do grupo. São do segundo disco duas músicas que viram trilha sonora obrigatória das festas infantis: He-man e Fera neném, com Evandro Mesquita fazendo um divertido dueto com Juninho Bill.Em 1087, Patrícia deixou o Trem da alegria (reaparecendo mais tarde como Patrícia Marx), mas o sucesso continuou com Piuí abacaxi (com participação de Xuxa) e com a entrada de Amanda um ano depois. O grupo foi perdendo o fôlego a partir de 1989, quando saíram Luciano, que, com 16 anos, já estava grandinho, e Vanessa. A formação passou a ser Juninho Bill, Amanda e o novo integrante Robinho, que ficaram até o fim do Trem, em 1992.

Abelhudos: O grupo formado por Renatinha e os irmãos Rodrigo e Diego ficou famoso no Festival dos festivais, da Globo, em 1985, com a música O dono da Terra, que empolgou na final mas não levou o prêmio. Bem que o trio tentou lançar outros sucessos até o fim da década, mas não conseguiu.

Luan e Vanessa: Vanessa saiu do Trem da alegria para cantar com Luan, Quatro semanas de amor (“O seu nome eu escrevi na areia/ A onda do mar apagou...”) virou uma das músicas mais pedidas das rádios em 1990 e impulsionou o primeiro e único LP da dupla. Depois disso, Luan e Vanessa não emplacaram nenhum outro sucesso, mas aquela coreografia romântica conspirava a favor: os dois namoravam, se casaram e, em 1997, entraram no grupo católico Cantores de Deus.

Ferrugem: Nasceu em 1966 e, aos 20 anos. Media apenas 1,30m. Mas não era anão, como muita gente dizia. No parto, ele sofreu uma pressão na hipófise, glândula do hormônio responsável pelo crescimento. O ator ficou famoso nos comerciais dos calçados Ortopé (“Ortopé, ortopé tão bonitinho...”) e nos anos 80 atuou nos Trapalhões, no Balança mais não cai, e depois de participações em vários programas, chegou a apresentar o Clube da criança, ao lado de Angélica. Em 1988, quando deixou a televisão, viajou para os Estados Unidos e durante dez anos fez um tratamento com hormônio sintético, que o fez atingir 1,62m. Seu nome verdadeiro é Luiz Alves Pereira Neto.

quinta-feira, 4 de setembro de 2008

Memorial:
Poetas do rock que se foram nos anos 80:
O mundo perdeu John Lennon em 8 de dezembro de 1980, mas, no Brasil, os dez anos seguintes também nos tiraram três monstros sagrados do rock brazuca: Júlio Barroso e Cazuza, surgidos na década de 80, e Raul Seixas, consagrado nos anos 70 e coroado como mito nos 80.

Cazuza: Morreu no dia 7 de julho de 1990, aos 32 anos, vítima de uma pneumonia em decorrência da Aids. Cazuza descobriu que tinha a doença em 1987 e, durante sua luta pela vida, passou duas temporadas em Boston, nos Estados Unidos, fazendo longos tratamentos com AZT e outras drogas experimentais. Entre fevereiro e junho de 1989, muito debilitado, gravou numa cadeira de rodas e até deitado o seu último disco em vida, o álbum duplo Burguesia.



Júlio Barroso: Líder da Gang 90 e um dos poetas do recém-nascido rock nacional, morreu aos 30 anos, no dia 6 de junho de 1984, ao cair da janela de seu apartamento no 11° andar, em São Paulo, em circunstâncias até hoje nebulosas. A cama de Júlio ficava colada à janela, na mesma altura do parapeito. A hipótese de suicídio é improvável, já que nas persianas retorcidas ficaram arranhões, marcas de unhas de quem tentou se agarrar. O mais provável é que Júlio tenha despencado acidentalmente durante uma de suas crises depressivas ou estivesse dormindo e tenha rolado pela janela abaixo.

Raul Seixas: Morreu aos 44 anos, em 21 de agosto de 1989, por causa de uma pancreatite aguda provocada pelo alcoolismo. Dois anos antes, o Maluco Beleza já tinha ficado internado numa clínica de desintoxicação durante um ano e meio. Deixou uma herança de 18 discos gravados, incluindo aí o último, A panela do diabo (1989), em dobradinha com o conterrâneo baiano Marcelo Nova. Depois de sua morte, a produção não parou: lançaram mais outros seis álbuns inéditos.
Vale a pena ter de novo

Tião Macalé: Trabalhou em Balança mais não cai e nos trapalhões, e lançou dois bordões marcantes: “Ô, crioula difícil! Tchan!”, que dizia para uma crioula difícil Marina Miranda, e “Nojento!”, que foi lançado num comercial de supermercado Disco. Tião, que se chamava Augusto Temóstocles da Silva Costa, morreu no dia 26 de outubro de1 993, aos 67 anos, em decorrência de diabetes.

Lauro Corona: Foi um dos mais cobiçados galãs da TV nos anos 80. Arrancou suspiros em várias novelas, como Elas por elas, Louco amor, Corpo a corpo e Direito de amar. Em 1989, quando estreava Vida Nova, ele pediu para se afastar da novela das seis alegando estafa. Voltou dois meses depois, já bem mais magro, para que seu personagem saísse definitivamente da trama. No dia 20 de julho, após nove dias internado, morreu por causa de complicações provocadas pelo vírus HIV.

terça-feira, 2 de setembro de 2008

A construção da notícia em tempo real

1- O jornalista deve começar a construir a noticia com a interpretação ligeira do acontecido. A mensagem deve ser curta e objetiva.
2- O jornalista precisa informar ao leitor o que está acontecendo usando a técnica da pirâmide invertida.

3- Depois da primeira etapa, inicia-se a atualização mais elaborada sendo necessário escutar o outro lado, buscando referências, apresentação de notícias, declarações de especialistas, que possuam informações de peso sobre a notícia.

4- Hiperlinks e recursos da multimídia (vídeo e áudio).

sexta-feira, 29 de agosto de 2008

Programa qual é a música?
Os três maiores vencedores:
1º Ronnie Von-25 vitórias
2º Silvio Britto-24 vitórias
2º Gretchen-23 vitórias
Mas, em 2oo2, Nahim (“Dá-Dá-Dá... o seu coração”) moveu um processo contra Silvio Santos por se considerar o legítimo vencedor do Qual é a música? As provas que o programa teve ao longo dos anos 80. Cada artista tinha 30 segundos para adivinhar o nome de seis musicas.Um relógio marcava o tampo com pequenas lâmpadas, que iam se apagando a cada segundo, conforme as músicas tocavam. Cada vez que o jogador acertava, o relógio parava e recomeçava quando a canção seguinte se iniciava. Se após os 30 segundos o artista não acertasse todas as seis, o auditório tentava descobri-las. Havia seis LPs de papelão, que os dois artistas iam escolhendo um a um, alternadamente. Após tocar cada canção, ele tinha que dizer quem havia gravado e qual era a música. Silvio Santos lia uma charada e o artista tentava adivinhar o nome da canção, pedindo de uma a sete notas ao célebre maestro Zezinho (mas só suas mãos apareciam no piano). Quando acertava, entrava em cena o ainda mais célebre Pablo, com uma maquiagem cintilante no rosto, dublando a música em questão. Era o auge do programa. Durante alguns anos, Pablo dividiu as músicas com Virgínia. Em 1984, ele saiu do Qual é a música? e Virgínia ficou sozinha. Silvio Santos mandava tocar um trecho de música. Quando a gravação parava, o artista tinha que completar com o verso seguinte. Cada concorrente tinha que cantar uma música que incluísse a palavra-chave anunciada por Silvio. Eles cantavam várias, alternadamente, mas só uma delas era a certa. Se não descobrissem a música selecionada pela produção, o auditório, dividido em dois grupos, um para cada artista, corria até o microfone e dava palpites. A música certa era apresentada por quem? Por Pablo e Virgínia, claro!
O programa voltou ao ar, recentemente, com as mesmas competições e o duelo entre os artistas entre artistas.

Perdidos na noite

Um dos programas que mais tinham a cara dos anos 80, o Perdidos na noite, de Fausto Silva peregrinou por três canais, sempre nas noites de sábado.Começou em 1984, na TV Gazeta, em agosto do mesmo ano mudou para Record, e em abril de 1986 estreou na Bandeirantes, em rede nacional.
Nos tempos da Gazeta, o era gravado no Teatro Brigadeiro e ia ao ar dentro do 23º hora, de Goulart de Andrade (por sinal, diretor do programa até a época da Bandeirantes).Foi Goulart quem levou Faustão para a TV, depois de três anos de sucesso do escrachado Balancê, transmitido pela Rádio Excelsior, em São Paulo.A partir da Record, o Perdidos passou a ser gravado no Teatro Zácaro, com absoluta liberdade da platéia, que se manifestava com faixas e frases divertidas.

No palco, era uma bagunça só: Faustão de costas para a câmera, fio por todos os cantos, convidados entrando na hora errada, palavrões que iam ao ar...A irreverência e a popularidade acabaram fazendo com que a Globo contratasse Fausto Silva, 1989. Na Bandeirantes, entre 1987 e 1988, ele ainda chegou a ter outro programa, Safenados e safadinhos, que ia ao ar nas noites de quarta-feira.

Você sabia?
Perdidos na noite se chamaria Barrados no baile.Mas, na época, Eduardo Dusek quis cobrar dez milhões de cruzeiros pelos direitos do título e ninguém topou.
As apresentações ao vivo no programa começaram com os Paralamas do Sucesso, que em 1984 chegaram carregando instrumentos e pediram para tocar, em vez de dublar a música. A moda pegou, mas um ano depois Alcione foi fazer u playback e os técnicos de som não acertaram a faixa do disco. Quando enfim botaram na música certa, a agulha deslizou pelo LP. Irritada, a cantora saiu do palco e nunca mais voltou ao programa.

Nelson Alexandre, o Tatá, e Carlos Roberto, o Escova, que faziam hilárias imitações, começaram com Fausto Silva nos tempos do rádio, mas só seguiram no Perdidos até a Bandeirantes.Já a produtora Lucimara Parisi, que trabalha com o apresentador também desde a época do Balancê, foi com ele para a Globo cuidar do domingão do Faustão.
Cassino do Chacrinha

De março de 1982 a julho de 1988, as tardes de sábado ficaram mais animadas no Globo com o Cassino do Chacrinha.

O programa do Velho Guerreiro( foto), que voltava à Globo após dez anos, ia ao ar às 16h, ao vivo, direto do Teatro Fênix, e mesclava artistas cantando em playback e calouros.

Os jurados variavam e quase sempre eram atores da Globo. Só dois deles eram fixos: a espalhafatosa Elke Maravilha, que no ínicio dos anos 90 foi para o show de calouros, e Edson Santana, radialista e ex-Rei Momo, que fazia o gênero mal-humurado e era sempre recebido com vaias. Chacrinha tinha ainda um assistente: o careteiro Russo, que ajudava a jogar bacalhau para a platéia, mas que sempre entrava mudo e saía calado.

Chacretes que passaram no programa: Rita Cadillac, Gracinha Copacabana, Estrela Dalva, Índia Poti, Índia Amazonense, Fátima Boa Viagem, Sueli Pingo de Ouro, Valéria Mon Amour, Esther Bem-me-quer, Regina Polivalente, Dayse Cristal, Cristina Azul, Sandra Pérola Negra, Bia Zé Colméia, Sarita Catatau, Lia Hollywood, Leda Zepelin, Fernanda Terremoto, Graça Portelão, Gleice Maravilha, Sandrinha Radical, Rosane da Camiseta, Érica Selvagem, Chininha, Cleópatra, Aninha, Lucinha Ti-Ti-Ti, Sandra Veneno, Gláucia Sued, Jussara, Sandrinha Toda Pura e Geni (que ganhou o apelido depois que Chico Buarque cantou “joga pedra na Geni, joga bosta na Geni”, em 1979).

Marchinhas eternas:
Em parceria com Roberto Kelly, Chacrinha fez várias marchinhas de carnaval.Duas delas se tornaram famosas nos anos 80:

Maria Sapatão (1980)

Maria Sapatão
Sapatão, sapatão.
De dia é Maria
De noite é João

O sapatão está na moda
O mundo aplaudiu
É um barato
É um sucesso
Dentro e fora do Brasil

Bota a camisinha (1987)

Bota a camisinha
Bota meu amor
Hoje está chovendo
Não vai fazer calor

Bota a camisinha no pescoço
Bota geral
Não quero der ninguém sem camisinha
Pra não se machucar no carnaval

Lembra disso?

Em 1983, Chacrinha teve uma estafa e durante um mês foi substituído por Agildo Ribeiro, que o imitava com perfeição.Em junho de 1988, quando o Velho Guerreiro já estava com câncer no pulmão, foi a vez de João Kléber ficar em seu lugar durante dois sábados.O programa, nessa época, alternava edições ao vivo com outras gravadas.Chacrinha voltou a comandar a atração, mas morreu no dia 30 de junho daquele ano, uma quinta-feira. Seu último programa foi ao ar no sábado seguinte, 2 de julho.