Carnaval no Farol da BarraLocal onde alguns dos cantores postados neste blog, tocaram e animaram o carnaval em Salvador/Ba.
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Carnaval no Farol da Barra
Grupos de rock que apareceram e cresceram
Biquíni Cavadão: A banda carioca nunca foi do chamado primeiro escalão, mas ninguém parou para contar a quantidade de sucessos que emplacou nas rádios. Só do primeiro LP, foram três:Tédio (que lançou o Biquíni), Timidez e No mundo da lua (“não quero mais ouvir/ a minha mãe me chamar/ quando eu entrar no banheiro/ ligar o chuveiro mas não me molhar”). Depois ainda vieram Teoria, Zé Ninguém, Vento ventania e impossível.
Blitz: Abriu os caminhos para o rock nacional com Você não soube me amar. A música foi lançada em junho de 1982 num compacto de capa rosa choque, que no outro lado só tinha a voz de Evandro Mesquita falando “nada, nada, nada, nada...” Três meses depois, saiu o primeiro LP, incluindo outro sucesso: Geme-geme (mais uma de amor). Na capa, aparecia a banda inteira, menos o baterista, Lobão (ele próprio), que pediu o boné logo depois das gravações e antes do lançamento do álbum.
Camisa de Vênus: Liberado por Marcelo Nova, amigo do peito de Raul Seixas, foi o primeiro e único grupo baiano a ter projeção nos anos 80. Fazia punk-rock de qualidade e emplacou alguns sucessos: o primeiro deles Eu não matei Jaona D’Arc, do segundo LP. Logo depois, estourou nas rádios Silvia, que todos completavam: “Piraaaanhaaa!” Mas famoso mesmo foi o grito de guerra da banda que caiu na boca dos roqueiros, não só nos shows do Camisa de Vênus, mas também nos de outros grupos: “Bota pra foder!!!”
Herva Doce: Se não chegou a ser um fenômeno na década de 80, pelo menos ajudou a abrir as portas do rock brazuca. Na prática, foi a primeira banda de rock dos anos 80 a lançar um LP próprio, em 1982, que trazia um hit e tanto: Erva venenosa. Em 1983, durante a passagem do Kiss pelo Brasil, coube ao Herva Doce(com “h” mesmo) tocar antes dos mascarados. Mas o maior sucesso do grupo veio em 1985, com Amante profissional, aquela do “moreno alto, bonito e sensual”.
Plebe Rude: última das bandas de Brasília a despontar, a Plebe lançou um miniLP (com apenas sete faixas e produzido por Herbert Vianna), que emplacou nas rádios roquEiras quatro músicas: Até quando esperar, Sexo e karatê, Johnny vai á guerra e Proteção. Mas foi no segundo disco que o grupo conseguiu um sucesso nacional: a balada A ida. Uma das marcas da banda era o contraponto da voz principal de Philippe Seabra com a voz grave de Ameba.
RPM: Paulo Ricardo (baixo e voz), Fernando Deluqui (guitarra), Luís Schiavon (teclados) e Paulo Pagni (bateria) foram o maior fenômeno de massa do rock nacional até hoje.Surgiram com louras geladas, em 1985, e um ano depois lotavam ginásios e estádios no Brasil inteiro, a reboque do disco Rádio Pirata ao vivo. Paulo Ricardo virou símbolo sexual e arrancava gritinhos histéricos das meninas. No terceiro LP, Os quatros Coiotes, os integrantes do RPM já não se davam bem e apostaram num som menos comercial. O disco foi mal de vendas e a banda se desfez.
Titãs: Cabeça dinossauro, terceiro disco da banda, é considerado um dos marcos do rock nacional. Reúne clássicos como Homem primata, Família, Polícia, Bichos escrotos e Porrada. Mas os Titãs já chamavam a atenção em 1984, não só pelo sucesso instantâneo Sonífera ilha, como também pela formação atípica: oito músicos, sendo cinco deles vocalistas, e nenhum líder(apesar do jeito diferentão de Arnaldo Antunes).Resultado: a cada disco, uma surpresa. Comida, de 1987, virou um sucesso e um bordão: “A gente não quer só comida/A gente quer comida, diversão e arte”.
Ultraje a Rigor: Você imaginaria o sisudo guitarrista Edgar Scandurra tocando Marylou (“Eu tinha uma galinha que se chamava Marylou...”)? Pois ele não só tocou, como foi um dos autores. A primeira formação do Ultraje, além de Roger (guitarra), Leospa (bateria) e Maurício (baixo), tinha Scandurra, que ghegava a posar em todas as primeiras fotos da banda. Mas quando o primeiro LP foi lançado, depois de dois compactos com quatro sucessos, ele já estava no Ira! Ve Carlinhos tinha assumido a guitarra (no segundo disco, Serginho entrou em seu lugar).
The Fevers: O grupo foi criado em 1964, atravessou os anos 70 e, nos 80 lançou músicas que ficaram famosas, principalmente nas aberturas das novelas, como Elas por elas e Guerra dos sexos. Nesta época, aliás , era fácil os Fevers lançarem sucessos: entre 1980 e 1987, seu vocalista principal foi Michael Sullivan, que formou ao lado de Paulo Massadas a mais importante dupla de compositores da década. Os dois faziam canções românticas, infantis, para medalhões da MPB... Música, para eles, era como limonada: fácil de preparar.
Trio Los Angeles: Trio vocal paulista, formado por Márcio, sua irmã Ana e uma amiga dos dois, Cléo. Era quase um É o Tchan dos anos 80, só que mais inocente. O apogeu do grupo foi em 1984, com a música da abertura da novela Transas e Caretas. Era assim o refrão:”Chá, lá, lá, lá...Ponha o pé na lua e descubra que o futuro está perto”.
Gengis Khan:Teve três sucessos: Moskou (em homenagem ás Olimpíadas de Moscou, em 1980), Gengis Khan e o maior deles, Comer, comer. Era formado por Jorge Dane (aquele de cavanhaque e cabeça toda raspada, exceto por um tufo em que ele fazia um rabo de cavalo), Genghis e as moças Tânia e Tuly.Genghis morreu de ataque cardíaco, em 1991, e Tuly, de câncer, no ano seguinte.
Yahoo: Robertinho do Recife fez o papelão de ser o guitarrista dessa banda, que tinha nos vocais e no baixo Zé Henrique (mais tarde consagrado como produtor da Xuxa). O único sucesso foi uma versão açucarada de Love bites, do grupo Del Lepard, batizada de Mordida de amor e lançada em 1988 (“Eu não quero tocar em você ó baby/E fazer seu jogo vai me deixar louco”).
Cantores e cantoras bacanas
Eduardo Dusek: Não foi exatamente um roqueiro, mas em 1982, quando mal se falava em pop-rock, gravou um disco antológico, Cantando no banheiro, acompanhado da então desconhecida banda João Penca e seus Miquinhos Amestrados. Além da faixa-título, também foram um estouro Barrados no baile e Rock da cachorra (“Troque sua cachorra por uma criança pobre...”) Em 1984, reapareceu com outro escracho: Doméstica.
Kiko Zambianchi: Outro colecionador de sucessos. Apareceu em 1985 com o disco Choque, que além da faixa-título, trazia Primeiros erros (chove) e Rolam as pedras. Com o segundo LP, entrou na trilha da novela Roda de fogo com o hit Alguém. Em 1990, gravou uma inacreditável bem-sucedida versão de Hey Jude dos Beatles, que tocou em tudo quanto foi rádio.
Leo Jaime: Depois de sair do João Penca, partiu para carreira solo em 1983 e lançou seis LPs até o fim dos anos 80. Cantou (e na maioria também assinou) algumas obras primas do pop dos anos 80: As sete vampiras, Sessão da tarde, Gatinha manhosa, Conquistador barato (“bam, bam, bam, bam, bam, bambolê...”), Sônia e Solange (versão para So lonely, de Sting).
Pepeu Gomes e Baby Consuelo: Os cabelos coloridos chamavam mais a atenção do que as músicas propriamente, mas seria injusto dizer que o casal não foi um sucesso, cantando separado ou juntos, como em Barrados no Disneylândia. Baby emplacou, entre outras, Menino do Rio e Sem pecado e sem juízo. Já Pepeu apareceu em todos os programas de TV de 1983 cantando Masculino e feminino.
Ritchie: Deveria ser reverenciado por ter lançado uma das maiores pérolas da década, Menina Veneno, parceria sua com Bernardo Vilhena. O abajur cor de carne e o lençol azul impulsionaram o primeiro LP de Ritchie, Vôo do coração, que vendeu mais de um milhão de cópias em 1983, números fantásticos para a época. O álbum tinha outros clássicos: A vida tem dessas coisas, Pelo interfone e Casanova. Os LPs seguintes ainda tiveram hits como Transas e Mais você.
Vinicius Cantuária:Tocou com vários craques da MPB, compôs para eles, mas em 1982 se arriscou numa carreira solo e emplacou o sucesso Só você (“Demorou muito pra te encontrar/ agora quero só você/ seu jeito todo especial de ser/ fico louco com você”). 
E por que não lembrar dos musicais infantis que dão saudade?
Depois do fenômeno que foi A arca de Noé, Aretha virou símbolo dos musicais da Globo. Se tivesse um especial infantil, lá estava a menina. Ela estreou quase todos. Fez sucessos como A arca de Noé II(9 de outubro de 1981), Pirlimpimpim (8 de outubro de 1982), Plunct, Plact, Zuuum...(3 de junho de 1983) e Casa dos brinquedos (9 de outubro de 1983). Mas atuou também em outros programas que passaram em branco.Ou você se lembra de Plunct, Plact, Zuuum...II (1923 de março de1984). Uma aventura no corpo humano (18 de maio de 1984), e Verde que te quero ver-A lenda de Luana (17 de agosto de1984)?